A língua que as igrejas chin levaram consigo.

O laiholh, a língua chin hakha, vem das colinas do oeste de Myanmar. O seu alfabeto foi passado a escrito por missionários, a maioria dos falantes é cristã e muitos deles prestam hoje culto longe de casa: na Malásia, nos Estados Unidos, na Austrália e por toda a Europa. Para eles, o culto na sua própria língua é muitas vezes o único lugar da semana que ainda soa a casa.

O que o chin hakha pode fazer aqui

Um sim claro e dois nãos claros. Vale a pena saber os três antes de domingo.

Falada do palco

Não. Um orador não pode pregar em chin hakha e ter a sala a acompanhar. A mensagem sai do palco numa das línguas faladas, e o chin hakha é uma das línguas em que chega.

Ouvida como voz

Não. Aqui o chin hakha é uma língua de texto. O vosso convidado acompanha a mensagem no ecrã do telemóvel, e não num auricular, enquanto a sala continua na sua própria língua.

Lida como legendas

Sim. Cada frase da mensagem em laiholh, num telemóvel ou no ecrã grande, um instante depois de ser dita.

Várias páginas desta secção mostram frases reais do nosso próprio sistema. Só publicamos frases de exemplo depois de um falante nativo as ter lido, e para o chin hakha isso ainda não aconteceu. Se lerem chin hakha, a vossa ajuda será muito bem-vinda.

Um povo que partiu e levou a sua igreja consigo

A partir do final dos anos 1980, e em números muito maiores depois da viragem do século, muitos chin deixaram Myanmar por causa da perseguição e dos conflitos. A maioria foi primeiro para a Malásia ou para a Índia, muitas vezes durante anos, e daí foi reinstalada nos Estados Unidos, na Austrália, no Canadá e em vários países europeus, entre eles a Dinamarca e a Noruega.

Onde quer que se instalassem, a primeira coisa a surgir não era normalmente uma loja nem um clube. Era uma igreja. As congregações chin reúnem-se em salões alugados e templos emprestados, muitas vezes partilhando o edifício com uma igreja local ao domingo à tarde, e fazem cultos longos com coros, testemunhos e pregação na sua própria língua.

Isso torna as comunidades chin invulgarmente centradas na igreja, e também fáceis de passar despercebidas a uma igreja anfitriã, porque são muito autossuficientes. Quando uma família chin visita o vosso culto, escolheu vir, e já conhece bem a igreja.

De onde veio o alfabeto

O chin hakha foi falado durante gerações antes de alguém o escrever, e a forma como foi passado a escrito ainda marca o modo como as igrejas o usam.

Escrito por missionários

No final do século XIX, missionários batistas americanos chegaram a Hakha e criaram uma forma de escrever o laiholh no alfabeto latino. As escolas, os hinos e a Bíblia seguiram-se nessa ortografia.

Igreja e leitura cresceram juntas

Para muitas famílias chin, o primeiro livro da casa foi uma Bíblia ou um hinário. Aprender a ler laiholh e ir à igreja andavam a par, e é por isso que as palavras da igreja estão tão perto do centro da língua escrita.

O tom, quase nunca escrito

Como muitas línguas da região, o chin hakha usa o tom para distinguir palavras, e a ortografia do dia a dia quase sempre o omite. Um leitor fluente preenche-o pelo contexto sem dar por isso. Para quem ainda está a aprender a ler, uma legenda é mais difícil.

O chin não é uma só língua

Chin é o nome de um povo e de um estado, não de uma única língua. No Estado Chin e nos territórios vizinhos há muitas línguas chin aparentadas, entre elas o hakha, o falam, o tedim, o matu e o mizo, e os seus falantes nem sempre se entendem com facilidade.

O que oferecemos é o chin hakha. Há muito que serve de língua comum para a igreja e para a escola em muitas comunidades chin, por isso muitas pessoas que cresceram a falar outra língua chin leem-no. Muitas não quer dizer todas.

Antes de oferecer birmanês em alternativa

Muitos adultos chin estudaram em birmanês e leem-no bem. Quando o laiholh não é o que alguém esperava, o birmanês pode parecer a escolha prática. Pensem duas vezes antes de fazer essa escolha por eles.

Para muitos chin, o birmanês é a língua do Estado que deixaram e da sala de aula onde a sua própria língua não era ensinada, e em algumas famílias traz memórias muito duras. Outros usam-no sem pensar duas vezes. As duas reações são reais, e de fora não há forma de saber com qual delas estão a falar.

Por isso ofereçam o birmanês como uma opção, nunca como a resposta óbvia, e deixem a pessoa decidir. Um convidado que escolhe birmanês está muito bem. Um convidado que alguém do acolhimento, com a melhor das intenções, põe em birmanês sem perguntar pode não dizer nada, e pode não voltar.

O primeiro domingo em que entra uma família chin

Três pequenas coisas que fazem a diferença.

Contem que conhecem o culto

Os cristãos chin vêm, na sua maioria, de longas tradições batistas e pentecostais. Vão reconhecer a estrutura do vosso culto, muitos hinos pela melodia e as passagens bíblicas por capítulo e versículo.

Deem-lhes o código

Apontam a câmara do telemóvel para o vosso código e escolhem chin hakha. Nada para instalar, sem conta. As legendas começam com a frase seguinte que sai do palco.

Partilhem a leitura com antecedência

Se souberem qual é a leitura bíblica, partilhem a referência antes do culto. Muitos cristãos chin trazem uma Bíblia em laiholh, em papel ou no telemóvel, e ler a passagem na sua própria Bíblia ao mesmo tempo que as legendas é-lhes natural.

Perguntas

O nosso pastor pode pregar em chin hakha?

Não com o MulingStream. O chin hakha é uma língua que os convidados leem, por isso a própria mensagem tem de sair do palco numa das línguas faladas. Se um pastor chin pregar em inglês, em birmanês ou na língua do vosso país, as legendas em chin hakha acompanham cada frase.

Temos convidados chin que falam falam ou tedim. O hakha vai servir-lhes?

Às vezes muito bem, às vezes nada. Muitos leem hakha porque há muito é usado na igreja e na escola das comunidades chin, mas são línguas diferentes. Perguntem-lhes, e mantenham o inglês ou outra língua que leiam como segunda opção.

Um convidado chin pode ouvir em vez de ler?

Não em chin hakha, que aqui é uma língua de texto. Um convidado que prefira ouvir pode escolher uma língua que entenda e que tenha voz, como o birmanês ou o inglês.

O chin hakha pode ir para o ecrã grande?

Sim. O chin hakha escreve-se no alfabeto latino, por isso não precisa de tipos de letra especiais e aparece com nitidez num projetor ou numa televisão.

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Experimentem com a vossa congregação chin.

Nada para instalar, sem cartão, e os vossos convidados só precisam do telemóvel que já trazem no bolso.

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